sábado, 23 de maio de 2009

Motoristas sofrem com péssimas condições da BR-163

Bastaram as primeiras chuvas para motoristas e passageiros sentirem os efeitos das péssimas condições de trafegabilidade da rodovia BR-163, no oeste do Pará. Os usuários precisam enfrentar atoleiros, pista escorregadia e o pagamento de pedágio para seguir viagem.


Viagens que duravam de sete a dez horas de ônibus ou caminhão, neste período chegam a demorar 24 horas. Os caminhoneiros já sabem: começou a chuva é melhor parar na próxima ladeira e de preferência ao lado da pista para dar passagem aos veículos menores.


Os motoristas de ônibus ainda insistem em furar o bloqueio, mas muitas vezes acabam caindo em buracos. Apesar do sofrimento, a população em torno da rodovia BR-163 não tem outra alternativa a não ser pegar a primeira condução que passa e se unir aos outros aventureiros para chegar ao destino. Porém, a viagem é muito perigosa, cheia de surpresas. Além dos atoleiros e da buraqueira, 98% das pontes ao longo da rodovia são de madeira e estão em péssimas condições.


Os caminhoneiros que transportam produtos alimentícios, como frango, frutas e verduras, reclamam que os produtos estragam, ‘porque a gente sai com a carga de São Paulo e no máximo em 48 horas temos chegar a Itaituba ou Santarém e agora a viagem chega a 75 horas’, conta Cláudio Simone. Ele também reclama dos impostos. ‘A cada posto fiscal somos cobrados, mas o governo federal não oferece condições para transportar a mercadoria. Estamos abandonados e todo ano temos que passar por este sofrimento’.

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Fonte: Portal ORM

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